A formação social de Curuá não foi obra de uma única linhagem, mas o resultado da atuação conjunta de diversas famílias que se estabeleceram na região desde a segunda metade do século XIX. Essas famílias consolidaram o território, organizaram a produção rural, fortaleceram a fé comunitária e estruturaram as bases da futura vila e, posteriormente, do município.
Ligada à segunda povoação iniciada por volta de 1848, a família Simões, representada pelo Tenente Raimundo Simões, teve papel fundamental na implantação do núcleo extrativista da balata.
Uma das linhagens mais tradicionais da região, a família Bentes consolidou sua presença através da agricultura, da vida comunitária e de alianças matrimoniais com outras famílias pioneiras.
Presente nas primeiras gerações organizadas da vila, a família Pereira Garcia contribuiu para a formação do tecido social e econômico do Curuá, fortalecendo vínculos familiares locais.
Representando um tronco genealógico profundamente local, a família Baixo da Silva evidencia a permanência de famílias nascidas no próprio Curuá, integradas à vida rural e às tradições comunitárias.
Associada ao trabalho florestal e à pequena produção rural, a família Marinho aparece vinculada à expansão econômica regional no século XIX.
Com presença em registros paroquiais e na agricultura, a família Batista participou da consolidação social e religiosa da vila.
De perfil extrativista e rural, a família Moura integra o conjunto de linhagens que acompanharam o crescimento econômico do interior paraense.
Associada a atividades administrativas e comerciais no Baixo Amazonas, a família Siqueira figura entre os sobrenomes recorrentes na formação regional.
De origem luso-cabocla, a família Souza representa o típico perfil das frentes de expansão amazônica, estabelecendo-se nas margens dos rios e integrando-se à economia extrativista.
Presente desde o século XVIII no Baixo Amazonas, a família Oliveira contribuiu para a base agrícola e ribeirinha da comunidade.
Além do ramo Baixo da Silva, o sobrenome Silva aparece como um dos mais antigos e recorrentes da região, vinculado a trabalhadores da floresta e agricultores.
Antes da consolidação dessas famílias, a região era habitada por grupos indígenas, possivelmente remanescentes de povos locais integrados posteriormente ao sistema econômico extrativista. Sua contribuição cultural e territorial faz parte da base histórica do Curuá.
A genealogia de Curuá revela uma característica marcante das comunidades amazônicas: a interligação entre famílias fundadoras, que preservaram o território, fortaleceram laços sociais e transmitiram identidade às gerações seguintes.